Trabalho remunerado: Quais as diferenças entre homens e mulheres?

Ainda existem em Portugal assimetrias significativas entre sexos, seja no tempo despendido a trabalhar, seja na remuneração do mesmo, revela o CESIS.

09-12-2016
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Nos últimos anos registaram-se em Portugal mudanças nos padrões de participações de homens e mulheres no trabalho pago, o que proporcionou uma aproximação progressiva. No entanto, segundo um estudo do CESIS - Centro de Estudos para a Intervenção Social, no seu último Inquérito Nacional aos Usos do Tempo de Homens e de Mulheres, ainda existem assimetrias significativas, diferenças que são mais notórias no que toca ao “tempo” relacionado com o trabalho.

“Ouvidos” mais de 10 mil portugueses entre abril e novembro de 2015, mais de um terço dos homens (34,4%) afirmam trabalhar mais de 40 horas por semana, descendo para um quarto (25,6%) o número de mulheres nestas circunstâncias.

Isto significa, segundo o estudo, que, em termos médios, os homens afetam, por semana, 42 horas e 55 minutos à sua atividade profissional principal e as mulheres 40 horas e 47 minutos: ou seja uma diferença de 2 horas e 8 minutos a “desfavor” do sexo masculino.

A estes valores acresce o tempo afeto à atividade profissional secundária (caso exista), assim como o tempo de deslocação pendular casa-trabalho-casa e ainda o tempo do trabalho realizado em casa. E aqui as conclusões alteram-se.

A análise, quer por quartis, quer por durações médias, revela que o tempo afeto ao trabalho pago pelos homens, embora mais elevado, não é muito superior ao tempo que lhe é afeto pelas mulheres. Ou seja, a diferença entre os dois sexos diminui para apenas 27 minutos diários (a favor dos homens). Este valor resulta de, em média, por dia, os homens apresentarem um tempo de trabalho pago de 9 horas e 2 minutos, enquanto as mulheres apresentam um tempo de trabalho pago de 8 horas e 35 minutos.

Embora o horário fixo seja a principal forma de organização de tempos de trabalho pago em Portugal, verifica-se que essa forma é mais utilizada pelas mulheres (74,1%) do que pelos homens (68,2%). Estes, em contrapartida, efetuam mais turnos fixos (5,5% versus 3,9%) ou rotativos (10,6% versus 9,6%).

Os números indicam que outras formas de organização do tempo de trabalho, que permitem uma melhor compatibilidade entre a vida pessoal e profissional, como a jornada contínua ou a flexibilidade horária, ainda têm uma expressão diminuta em Portugal, isto tanto para homens como para mulheres.

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