Como tirar partido das feiras internacionais

Com o país a apostar seriamente na internacionalização e nas empresas exportadoras, importa tirar partido da participação em certames internacionais.\\r\\n\\r\\n

24-07-2017
A competitividade empresarial pode passar pela internacionalização ou pela exportação. Se tem um produto ou serviço de qualidade que quer fazer chegar a outros mercados, um dos caminhos para a prospeção do mercado, angariação de clientes ou reforço de relações sedimentadas são as feiras internacionais.

Segundo a AICEP – Portugal Global, com a liberalização do comércio internacional e à luz da globalização, as PME têm ao seu alcance ferramentas para fazer dinamizar a sua atividade exportadora, minimizando os riscos envolvidos.

As PME devem fazer publicidade adequada e disponibilizar serviços aos clientes, elaborando para o efeito um cuidado planeamento dos instrumentos de comunicação e do respetivo financiamento.

A participação em feiras especializadas internacionais e em feiras setoriais nacionais é recomendada, pois através deste mecanismo é «possível comparar funções, qualidade, conceção e preço e um contacto pessoal com potenciais clientes. Permite ainda análises exatas para determinar um potencial mercado, preços, capacidade da concorrência e os canais mais eficientes, bem como, a logística necessária», explica a AICEP.

Ao reunir um amplo conjunto de empresas, as feiras são, em simultâneo, uma montra para as empresas, mas também uma oportunidade para ver in loco o que entidades semelhantes ou de outros ramos de atividade estão a fazer e que poderá contribuir para identificar necessidades e nichos de mercado. Não é de descartar também a oportunidade de encontrar clientes – atuais e futuros – e outros parceiros de negócio.

Não obstante as crises económicas e financeiras, as feiras especializadas continuam a apresentar vantagens enquanto ponto de encontro e de diálogo, defende a AICEP, abrindo as portas ao comércio internacional.

São várias as organizações que apoiam as PME na participação em certames. É o caso da AICEP – Portugal Global, de associações e confederações de comércio e indústria. Estas organizações acumulam experiência que lhes permite prestar serviços de consultoria ou aconselhamento sobre mercados, sobre como fazer ações de promoção externa, cobrindo assim lacunas que algumas PME têm, nomeadamente no que diz respeito aos recursos humanos.

Investimento sem retorno imediato


O retorno do investimento na participação numa feira internacional não é, em regra, imediato. Por vezes poderá ser necessário participar em mais do que uma edição, pelo que é importante ter atenção aos custos envolvidos na viagem (dimensão do stand, equipa deslocada, custos secundários) sem deixar de participar no certame.

A AICEP assinala que as novas tecnologias de informação podem ser importantes para o dia a dia do negócio, incluindo contactos a posteriori, mas que «nada é mais relevante do que a interação pessoal com os produtos, os expositores, as demonstrações e outros visitantes».

A escolha da feira é uma das decisões mais importantes. Deve ter em conta os seus objetivos. Podem ser «obter contactos de potenciais clientes, melhorar a relação com atuais importadores, promover a imagem da empresa, fazer um estudo de mercado ou testar novos produtos, entre outros». Consulte o documento da AICEP sobre este tema no qual está publicada uma lista daquelas que são as questões que devem ter resposta. Será mais importante o número de visitantes ou a qualidade dos mesmos? Será mais relevante a presença de decisores de compras ou a localização do stand? Cabe-lhe a si responder.

Quando pensa em participar numa feira, deve ter em conta que a feira começa de facto muito antes, com uma preparação prévia e cuidadosa para minimizar os riscos e assegurar melhores resultados.

A AICEP assinala que durante a participação numa feira há quatro etapas essenciais, a primeira das quais deve ser encetada cerca de um ano antes:

- Preparação da participação na feira;
- Participação no certame;
- Follow-up da participação na feira;
- Avaliação de resultados.



Antes, durante e depois


Tudo o que antecede o certame propriamente dito e o que se segue acaba por ser tão ou mais importante do que a presença propriamente dita. A preparação envolve planeamento, orçamentação, definição de estratégias de marketing, preparação de suportes de comunicação, organização da logística (do stand, mostruários, equipas, entre outros), construção do stand, eventual contratação de pessoas para o stand, divulgação do evento junto de clientes e parceiros, agendamento de reuniões.
Durante a feira, é importante assegurar a presença qualificada no stand, mas também visitar os clientes e os concorrentes nos tempos “mortos” do período de funcionamento da feira e recolher informação relevante.
Após o encerramento, é hora de fazer o balanço, o que inclui agradecer aos visitantes do stand, mas também o agendamento de novas reuniões ou o follow-up dos contactos estabelecidos.



 

Recursos


AICEP – Guia do Exportador

Já recebe a e-newsletter Santander Advance Empresas?
Para receber gratuitamente
as notícias que interessam
a quem tem negócios,
introduza um endereço de e-mail:

CONTEÚDO RELACIONADO

EVENTO

Brasil: Conheça as oportunidades de investimento desde o Porto

EVENTO

Santander Totta promove seminário e relações económicas entre Portugal e Marrocos

Atualidade

São João da Madeira: Digital e Negócio Internacional na Box Santander Advance Empresas

Atualidade

Box Santander Advance Empresas chega a São João da Madeira

Empresas TV

Senegal procura projeção em (e fora de) África

Empresas TV

Cabo Verde quer ser potência do Atlântico