Custo de Vida: Menor nas cidades ibéricas e maior nas latino-americanas em 2017

Conclusão do estudo global Mercer, que revela o novo ranking de cidades com maior e menor custo de vida, e como isso impacta na carteira dos expatriados e das suas empresas este ano.

27-07-2017
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De acordo com o 23º estudo global sobre o Custo de Vida de 2017 da Mercer (Cost of Living Survey), Lisboa desceu 3 posições no ranking deste ano, passando da 134ª posição em 2016, para o 137º lugar este ano, “permanecendo como uma cidade relativamente pouco dispendiosa para expatriados a nível global”. Um fenómeno similar deu-se com Madrid - que passou da 105ª para a 111ª posição global - e Barcelona - que regrediu do 110º lugar para o 121º mundial.

Ou seja, este ano, estas cidades portuguesas e espanholas estão mais contidas na evolução do custo de vida, pelo menos numa perspetiva global, quando comparadas com outras, cuja ascensão no ranking originou a descida destas cidades. Um fenómeno inverso ao que se verifica em outras cidades latino-americanas igualmente falantes do português e do castelhano.

Assim, e na América do Sul, as cidades brasileiras de São Paulo (27) e do Rio de Janeiro (56) aumentaram cerca de 100 posições no ranking, respetivamente, devido à subida do real face ao dólar norte-americano. Buenos Aires, a capital da Argentina, ocupa a 40ª posição, seguida por Santiago (67) e Montevidéu, Uruguai (65), que subiram 41 e 54 lugares no ranking, respetivamente. Registam-se, contudo, algumas descidas na tabela nesta geografia, sobretudo no México: Cidade do México (de 169 para 177) e em Monterrey (de 197 para 203).

Entre as outras cidades da América do Sul que entraram na lista das cidades mais caras para expatriados, destaque para Lima (104) e Havana (151). Caindo da 94ª posição, San Jose, Costa Rica (110) foi a cidade que registou a maior descida na região, pelo facto de o dólar ter subido face ao cólon da Costa Rica. Caracas, na Venezuela, foi excluída do ranking devido à complexa situação monetária. “As pressões inflacionistas levaram à subida de algumas cidades da América do Sul no ranking, enquanto o enfraquecimento das moedas locais em algumas cidades da região fez com que estas caíssem na lista”, refere Tiago Borges, em comunicado de imprensa.

O estudo da Mercer é um dos mais abrangentes a nível mundial e foi especificamente desenhado para ajudar as empresas, as organizações e os governos a definirem os subsídios de remuneração para os seus colaboradores expatriados. Os movimentos cambiais têm como referência o dólar norte-americano. O estudo inclui 209 cidades de cinco continentes e determina o custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluindo alojamento, transporte, comida, roupa, bens domésticos e entretenimento.


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