Línguas Estrangeiras: Quem as domina melhor entre os países lusófonos?

O INE fez o retrato de uma década de educação e formação de adultos e a EPI já divulgou o EF English Proficiency Index 2017: Como se compara Portugal no falar outros idiomas?

09-02-2018
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O domínio de uma ou mais línguas estrangeiras na população em geral, e nos estudantes e (futuros) profissionais em particular, é um dos fatores de competitividade de um qualquer país. Pode mesmo ser o fator distintivo na captação e manutenção de investimento direto estrangeiro, sobretudo na área dos serviços.

Propomos-lhe agora que olhe para os números mais recentes sobre o domínio de línguas estrangeiras em Portugal e em comparação entre os outros países lusófonos, útil sobretudo para as empresas e negócios que fazem uso dos conhecimentos de línguas dos seus colaboradores.

No seu Inquérito à Educação e Formação de Adultos 2016, recentemente divulgado, o INE - Instituto Nacional de Estatística fez o retrato estatístico de uma década no tocante à educação e formação de adultos em Portugal. Nele se constata que, em 2016, 71,8% das pessoas com idade dos 18 aos 64 anos afirmaram conhecer outra língua para além da língua materna. Em 2007 aquela proporção era de 52,0% e em 2011 de 61,3 por cento. Uma excelente e positiva evolução!

Quanto às línguas estrangeiras mais conhecidas, destacam-se o inglês, para 59,6% da população que conhecia outra língua para além da materna, o francês (21,5%) e o espanhol (14,8%). Isolando o inglês, contata-se que 33,8% de quem conhecia esta língua conseguia perceber e comunicar razoavelmente e produzir textos simples e 25,6% dominavam-na perfeitamente (na forma oral e escrita).

Sem surpresas, o conhecimento de línguas estrangeiras era mais elevado para a população mais jovem (91,6% da população dos 18 aos 24 anos), estudante (97,7%) e mais escolarizada (97,4% para a população com ensino superior). Em 2016, Portugal ocupava uma posição intermédia no conjunto dos países europeus em termos de conhecimento de línguas estrangeiras e foi aquele que mais aumentou a proporção de população com conhecimento de línguas estrangeiras (20,3 p.p.) entre 2007 e 2016, ainda segundo o INE.

Um outro instrumento útil para contextualização mundial do nosso domínio de idiomas é o EF English Proficiency Index (EF EPI), da Education First (EF). Como o nome indica, este é um estudo mundial que se foca unicamente no domínio da língua inglesa por adultos, com base na análise aos resultados de mais de um milhão de testes. Na edição de 2017, Portugal aparece em 18º lugar entre 80 países (com 58,76 pontos) no grupo da 'elevada proficiência'. Somos, de longe, o país lusófono melhor posicionado, já que o pódio fica completo com o Brasil (41º, com 51,92) e Macau (42º, com 51,87), estes dois últimos já no grupo da "baixa proficiência".

A EF destaca Angola como um novo país adicionado ao EF EPI, e cuja análise a alguns milhares de EF Standard English Test (EF SET) permitiu classificar a nação africana em 73º lugar (43,49), no grupo dos países de “muito baixa proficiência”, o que demonstra o muito trabalho que há ainda a fazer ali.


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