Sustentabilidade: Há 4 países ibero-americanos no top 25 de investidores

Saiba quais integram o Schroders Global Investor Study 2017, um estudo global que abrange hábitos de consumo sustentáveis e consequentes ações de investimento.

23-11-2017
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Mais de 22 mil investidores em 30 países foram questionados online sobre a sua compreensão do que significa investir de forma sustentável, como eles se comportam de forma sustentável no seu dia-a-dia e quanto investiram em produtos sustentáveis.

As definições de investimento sustentável variam, mas envolve, principalmente, apoiar as empresas com a abordagem mais responsável nas questões ambientais, sociais e de governance, em detrimento das que não.

O resultado vem expresso na The Sustainable Investment League 2017 no âmbito do Schroders Global Investor Study 2017. Das 30 economias mundiais analisadas, 4 são ibero-americanas. O primeiro lugar entre os países falantes do português e do castelhano vai para o Brasil, 5º a nível mundial. Logo a seguir no número de investidores que apreciam a sustentabilidade estão o Chile (9º) e Portugal, que assegura o terceiro lugar neste pódio, e ainda fica acima da 'linha de água' no ranking global, ao 'arrecadar' o 13º lugar. Muito mais abaixo aparece Espanha, apenas em 24º lugar a nível mundial, e quarto entre os países ibero-americanos.

E o que mais revela a The Sustainable Investment League 2017? Que os indonésios estão mais focados na sustentabilidade do que em qualquer outro país. A elevada posição da Indonésia no ranking pode, em parte, ser explicado pela forte demanda de fundos em conformidade com a Shariah, que seguem o código moral e a lei religiosa do Islão, e podem ser considerados investimentos socialmente responsáveis. Com efeito, descobriu-se que os países asiáticos dominavam o topo e o fundo desta liga de investimento sustentável. A Índia ficou em segundo lugar e a China ficou em quarto lugar.

Com os EUA em 3º e nenhum país da Europa Ocidental a integrar o top 10, talvez, e surpreendentemente, devido às suas questões económicas e financeiras, a Rússia (10º) foi o país europeu melhor classificado. Seguiu-se a Suécia (11º) e Portugal (13º), enquanto a Dinamarca (25ª) ficou perto do fundo, apesar da reputação progressista da Escandinávia. As atitudes no Reino Unido (15º) e a França (16º) colocam seus investidores no meio desta liga, enquanto os outros grandes países europeus estão mais próximos do fundo: Itália (22º) Alemanha (23º).

Jessica Ground, chefe de sustentabilidade da Schroders, disse que, globalmente, “é esperado um crescente interesse na sustentabilidade. As mudanças sociais e ambientais estão a acontecer mais rápido do que nunca. Os desafios colocados pelas mudanças climáticas, desigualdades e dados demográficos são consideráveis. As empresas capazes de se adaptar e prosperar continuarão a beneficiar-se desproporcionalmente, enquanto outras ficam mais atrasadas. Os investidores reconhecem cada vez mais isso'.

Esta pesquisa define 'investidores' como aqueles que irão investir pelo menos €10.000 (ou o equivalente) nos próximos 12 meses e que fizeram mudanças em seus investimentos nos últimos dez anos. Esses indivíduos representam a visão dos investidores em cada país incluído no estudo, conduzido em junho de 2017.


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