Investimento Direto Estrangeiro: Portugal no radar da Europa, diz a EY

No ano passado, o nosso País obteve um número recorde de investimentos estrangeiros realizados, maioritariamente originário da Alemanha e de Espanha. Mas o número de postos de trabalho criados diminuiu ligeiramente.

16-06-2017
IDEJornais427
Portugal está no radar da Europa e isso reflete-se no Investimento Direto Estrangeiro (IDE) captado, seja em número de investimentos, seja nos postos de trabalho criado, constata o EY’s Attractiveness Survey Portugal 2017, publicado no mês de maio.

Em 2016, Portugal atingiu um número recorde de 59 investimentos medidos pelo EY European Investment Monitor, no entanto, devido à dimensão/natureza dos mesmos, o número de postos de trabalho criados diminuiu de 3,5 mil para 2,5 mil, em comparação com 2015. Ainda assim, números extremamente positivos, que constituem mais um indicador da recuperação da economia nacional.

Conclusão: 2016 foi, em número de projetos de IDE, «o melhor ano registado desde o início da monitorização de IDE através do EIM, em 1997 e com um valor significativamente superior à média do período pré-crise». Já «a criação de emprego é claramente afetada por uma redução do número médio de empregos criados por projeto, sendo inferior quer à média pré-crise, quer ao ano anterior».

O baixo peso de Portugal na Europa mantém-se, contudo, nos projetos de IDE: É possível assumir uma quota de mercado em torno de 1,0% em Portugal em 2016, que se situa ligeiramente acima do ano anterior, mas abaixo da média anterior à crise de 1,1 por cento. A tendência histórica sugere que «os projetos de IDE em Portugal tendem a estar acima da média, em termos de intensidade de mão-de-obra, em comparação com a Europa, apesar de em 2016 ser ligeiramente inferior», pode ler-se.

A Alemanha e Espanha foram os principais investidores em Portugal em 2016, com 14 e 10 investimentos respetivamente. A França liderou a criação de emprego, com 900 novos postos de trabalho e foi o quarto em número de projetos, com 8 novos projetos de investimento ano. As atividades de manufatura têm sido consistentemente o principal setor para o IDE em Portugal e em 2016, representaram 59% dos projetos e 76% dos postos de trabalho criados. «Considerando a dimensão relativamente pequena do mercado interno, estes projetos visam essencialmente os mercados externos, contando com a infraestrutura logística do país», constata o EY’s Attractiveness Survey Portugal 2017.


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