IoT: uma solução para a sua indústria?

O mercado da Internet das Coisas está a crescer a uma taxa composta anual (CAGR) de 21%, devendo existir, dentro de cinco anos, 29 mil milhões de dispositivos ligados à Internet, 18 mil milhões dos quais relacionados com IoT.

02-01-2018
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Em 2022, automóveis e outros veículos, maquinaria, contadores, sensores aplicados aos mais diversos objetos, desde ferramentas nas fábricas ou até mesmo às próprias matérias-primas, permitindo a rastreabilidade da cadeia de produção, vão comunicar entre eles e com os dispositivos mais tradicionais, como os smartphones e os tablets, contribuindo para melhorar o trabalho e o dia a dia dos consumidores e empresa.

De facto, a Ericsson antecipa que, já este ano, o número de dispositivos IoT ultrapasse o número de telemóveis conectados. Em 2022, espera-se que existam 29 mil milhões de dispositivos ligados à Internet, 18 mil milhões dos quais relacionados com IoT.

Na prática, a IoT será aplicada em dois grandes segmentos de mercado principais: volume e crítico.

Equipamentos conectados

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Fonte: Ericsson; Valores: milhares de milhões de unidades.

Mercado de volume

O mercado de volume implica um elevado número de conexões, baixo custo, baixo consumo de energia e reduzido volume de tráfego de dados, explica a Ericsson no mais recente Mobility Report. Incluem-se aqui edifícios inteligentes, logística, transportes, gestão de frotas, contadores e sensores (por exemplo, de temperatura, humidade ou pluviosidade) para a agricultura. Serão necessárias redes capilares, ubíquas, seguras e geridas sobre redes móveis, incluindo NB-Iot (ver o exemplo abaixo dos contadores de eletricidade). As melhorias introduzidas nos sistemas vão permitir o prolongamento da vida útil das baterias para mais de 10 anos.

Mercado crítico

O mercado de soluções críticas obriga a um nível de disponibilidade, segurança muito elevada e uma latência extremamente reduzida. Aqui incluem-se soluções de gestão de tráfego, automóveis autónomos, aplicações industriais, manufatura remota e saúde, incluindo a cirurgia à distância. Neste caso, as comunicações LTE - e em breve 5G - são as indicadas. 'A redução de custos irá tornar os dispositivos conectados por LTE mais acessíveis, permitindo a criação de novas aplicações com baixa latência', antecipa a Ericsson.

O caso dos contadores de eletricidade

É ainda um piloto, está a dar os primeiros passos, mas em breve poderá ser uma realidade em todo o país, tanto para os clientes particulares como para as empresas. Contadores inteligentes ligados à rede de distribuição de eletricidade e tirando partido da tecnologia de comunicações sem fios (4.5G e NB-IoT) para enviar e receber informação estão atualmente a ser experimentados pelos consumidores.

O projeto, que abrange cerca de 100 clientes de eletricidade no Parque das Nações, envolve a Huawei, a Janz CE, a U-Blox, a NOS e a EDP distribuição, cada uma nas suas áreas de competência. Após a fase de testes não deverá levar muito tempo até que os contadores cheguem a todos os locais de consumo incluindo, naturalmente, as empresas.

Os novos contadores da Janz CE integrados em toda a infraestrutura desenvolvida permitem uma comunicação otimizada e bidirecional entre clientes e fornecedores de energia elétrica. Esta comunicação permite o controlo, em tempo real, da energia consumida ou necessária. Além desta redução do tempo de reação, é possível agilizar a deteção de falhas de energia, destacar equipas em caso de emergência ou acelerar a reposição de serviços.

O projeto-piloto faz parte de uma iniciativa mais abrangente da EDP Distribuição que previa 1,3 milhões de contadores inteligentes nos clientes em 2017, número que deverá aumentar para dois milhões em 2018.


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