Antevisão 2018: Quais os maiores riscos para o CFOs em Portugal?

A perceção dos maiores riscos estão a mudar por toda a Europa, mas mantêm-se relativamente estáveis no nosso país, diz a Deloitte.

02-02-2018
2018_427Como responderia: Que fatores são suscetíveis de se tornarem riscos ou ameaças significantes para o seu negócio  neste ano? Serão as 'políticas públicas domésticas'; os 'riscos geopolíticos', i.e., a instabilidade política ou económica nos mercados estrangeiros; ou, ainda, os 'custos laborais'?

Talvez hesite na resposta, mas saiba que foram estas as 3 opções mais mencionadas pelos diretores financeiros (ou Chief Financial Officers ou CFOs) no nosso país como os maiores ou mais significativos riscos para este ano que agora se inicia. Como nos diferenciamos (ou não) de espanhóis e restantes europeus, de acordo com o estudo European CFO Survey (3Q 2017) levado a cabo pela consultora Deloitte?

A realidade é diferente entre Portugal e Espanha e mesmo face aos restantes europeus. Entre os CFOs espanhóis, os maiores riscos ou ameaças às suas organizações advêm da 'escassez de mão-de-obra qualificada', seguido da 'deterioração de margens devido à pressão nos custos' e 'deterioração de margens devido à falta de flexibilidade no pricing'.

Já a percentagem de CFOs em Portugal que consideram a 'fraca procura doméstica' como um risco significativo caiu acentuadamente para um valor de 34%, em comparação com 51% no último semestre e 67% no ano anterior. Esta quebra, a par das preocupações crescentes com os custos laborais, são coerentes com as expectativas de recuperação económica e de crescimento no emprego. No nosso país, como referido no início deste artigo, os 3 maiores riscos são as “políticas públicas domésticas'; os 'riscos geopolíticos' e os 'custos laborais'.

Na Europa, desde o primeiro trimestre de 2017, houve uma mudança entre CFOs na perceção sobre os maiores riscos. Assim, entre os riscos significativos que seus negócios enfrentarão nos próximos 12 meses, os relativos aos riscos externos (que não podem ser facilmente geridos por contramedidas) parecem agora aliviar ou aligeirar. Por exemplo, os 'riscos geopolíticos' apresentam-se entre os 3 principais riscos em 7 dos 19 países no terceiro trimestre de 2017, quando no primeiro trimestre de 2017 foram um dos 3 principais riscos em 10 países. Os riscos ligados à quebra ou redução da procura são também menos prominentes: Estes estão ainda entre os 3 principais riscos num terço dos países, mas ficam abaixo de 40% dos países no primeiro trimestre de 2015. Isso também é verdade em Portugal, onde as preocupações sobre a 'fraca procura interna' e 'procura externa mais fraca' caíram significativamente.

Os riscos que são de natureza mais local, como aqueles relacionados com o trabalho, estão a ganhar proeminência. O risco de uma 'escassez de mão-de-obra qualificada' é agora um dos principais riscos para os CFOs em 7 países - mais 3 do que no trimestre anterior. Os custos da mão-de-obra, que não representavam um risco proeminente no passado, são também agora uma preocupação: pela primeira vez, é um dos principais riscos para os CFOs em 2 países.

Essas mudanças nas perceções dos principais riscos confirmam e reforçam o sentimento otimista entre os CFO Europa a médio prazo, mas as tendências subjacentes a longo prazo podem também estar no trabalho, moldando preocupações sobre os custos laborais e a potencial escassez de habilidades ou skills. Com a população na Europa a continuar a envelhecer, encontrar e manter trabalhadores qualificados será um desafio crescente. Para contrariar essa tendência, os CFOs estão conscientes da necessidade de uma mudança estratégica - de pacotes de compensação para ofertas de treinamento e ambientes de trabalho flexíveis.


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