Millennials são os mais entusiasmados em Portugal para a criação do próprio emprego

Estudo revela que a atitude positiva face ao empreendedorismo cresceu cerca de 10 pontos percentuais transversalmente no nosso país.

05-06-2017
Empreend427
O 7º estudo AGER - Amway Global Entrepreunership Report, um relatório anual que foca as principais tendências empreendedoras a nível global, levado a cabo pela Amway, empresa no setor de venda direta, analisou também a realidade nacional e apresenta, como grande novidade, o facto de Portugal ter registado um crescimento positivo de 10% no que toca à disposição dos portugueses, com 67% dos inquiridos a mostrar uma atitude positiva perante as temáticas do empreendedorismo. Um valor positivo, porém, mais baixo que a média europeia de 74% e a média global de 77 por cento.

Esta atitude perante a criação do próprio emprego é ainda mais notória junto de um target jovem adulto. Os Millennials (ou Geração Y), jovens menores de 35 anos, são os que se mostram mais motivados e com vontade para desenvolver o seu próprio negócio, com uma média nacional de 78%, muito acima dos 67% registados pelos adultos de 35 a 49 e dos 55% os séniores com mais de 50 anos de idade.

Quanto ao potencial para empreender, os dados já não se mostram de tal forma positivos. «A vontade existe, mas as pessoas não a conseguem colocar em prática», pode ler-se, visto que apenas 36% dos inquiridos (um número ainda mais baixo que em 2015 obteve 39%) pretende vir a criar o seu próprio negócio. E esta realidade afeta não só os grupos etários mais velhos, como os “jovens Millennials”, abaixo dos 35 anos de idade, que nesta análise apenas 44% se manifestaram de forma positiva.

Outra conclusão que obteve também uma ligeira alteração, comparativamente ao estudo do ano anterior, é relativa ao género. Este ano as mulheres não se revelaram tão motivadas perante o potencial para empreender. Com um registo atual de apenas 31%, o estudo deste ano registou uma diminuição de 5%, comparativamente aos dados de 2015. Já os homens não se revelam tão pessimistas, já que este target apresenta um valor de 41%, no que toca ao potencial para avançar com a criação de negócios próprios.

Quanto às motivações perante a criação do próprio emprego, o motivo maioritário para os portugueses, como para os inquiridos a nível global e europeu, continua a ser o mesmo ao longo dos anos: 'ser o seu próprio chefe' (45%). Em segundo lugar, a “concretização de ideias pessoais” aumentou 8 pontos percentuais, face aos cerca de 38% de respostas obtidas. A possibilidade para regressar ao mercado de trabalho (35%); a conciliação entre trabalho, família e lazer (19%) e a obtenção de uma segunda fonte de rendimento (17%), foram também opções que registaram um ligeiro aumento na votação.


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