PALOP: São estes os países mais atrativos para o investimento

Conclusões do The Africa Investment Index da Quantum Global Research Lab, um guia para os investidores saberem quais os países mais atrativos para o investimento no curto e médio prazo.

19-06-2017
Radar427
Existem oportunidades de investimento nos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) no curto e médio prazo? Sim, nuns mais do que outros, conforme se pode concluir da análise da última edição do The Africa Investment Index (AII), desenvolvido pela Quantum Global Research Lab, que teve em conta 6 clusters de fatores - crescimento, a liquidez, o risco, o ambiente para os negócios, a demografia e o capital social - na elaboração deste ranking, que dá ainda informação no tocante ao 'risk premium' e 'discount rate' para investimentos num determinado país. Dos 54 países africanos analisados, vamos considerar aqui os PALOP.

Neste estudo, que analisa valores de 2016, o país africano falante do português melhor posicionado é Moçambique, que no 13º lugar do ranking global (e com um total rank score que têm em conta os valores de todos os indicadores considerados de 19.846), aparece a grande distância dos restantes classificados no pódio: Angola, que é 24º com 22.231 e Cabo Verde, em 28º com 23.500. 'Abaixo da linha de água', i.e., na segunda metade da tabela, estão São Tomé e Príncipe (no 36º lugar com um total rank score de 27.818) e a Guiné-Bissau (42ª posição, com 29.667).

E qual a evolução destes países nos últimos 3 anos? A Quantum analisou a performance de cada um destes países em anos anteriores (de 2013 a 2015), pelo que a média histórica, seja em posições do ranking geral, seja no total rank score, pode ajudar à avaliação e perceber o comportamento.

Nesta análise mais alargada no tempo, o país africano falante de português melhor posicionado acaba por ser Angola, cuja posição média no ranking no 14º lugar contrasta fortemente face à já referida 24ª posição em 2016, fruto de deterioração recente daquela economia. A média angolana do total rank score no período em análise foi de 21.359. Ou seja, caiu 10 posições no ranking geral. Para além de Angola, o único país que apresenta uma performance negativa, ainda que ligeira, é Cabo Verde: é que na média dos 3 anos considerados aquele país conseguiu ficar na 26ª posição, com 24.177, alcançando no último ano o 28º lugar.

Em sentido inverso, isto é, com crescimento e em ascensão, aparecem todos os outros países africanos falantes do português. Neste grupo, a “estrela” acaba por ser São Tomé e Príncipe, que conseguiu a proeza de 'escalar' qualquer coisa como 14 lugares no ranking, ao passar de uma média de 50º lugar (e total rank score de 32.861) entre 2013 e 2015 para uma honrosa 36ª posição em 2016. Segue-se a Guiné-Bissau: sobe 7 posições, do 49º lugar em média no período referido para o 42º lugar em 2016, mas ainda assim entre os últimos lugares da tabela. Moçambique 'fecha o pódio' e é o terceiro país com desempenho positivo: posicionado, na média dos 3 anos, na 18ª posição e com um score de 21.947, aquela economia da África Meridional conseguiu a proeza de alcançar o 13º lugar em 2016.


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