PME: Inovação pode traduzir-se numa performance económico-financeira superior

Um estudo da COTEC e da Deloitte revela que as PME mais inovadoras chegam a atingir um resultado líquido 7,8 vezes superior e um volume de negócios 2,9 vezes superior.

03-07-2017
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A inovação compensa e traz valor acrescentado às empresas, sobretudo se estas forem pequenas e médias (PME) e inovadoras. E há um novo estudo que é perentório a concluir: As PME mais inovadoras possuem uma performance económico-financeira superior à das restantes PME em Portugal, com reflexo nos seus indicadores!

No estudo Destino: Crescimento e Inovação, que tem como objetivo dar a conhecer um conjunto de potenciais medidas que podem ser tomadas para estimular o crescimento e inovação de PME, a COTEC Portugal e a Deloitte Portugal 'passaram a pente fino' 203 empresas, auditadas pela ferramenta de autodiagnóstico de práticas de inovação disponibilizada pela COTEC, sendo considerado o resultado mais atual da empresa obtido entre os anos de 2013 e 2015.

Uma comparação entre as PME top performers - as 50 empresas pertencentes ao quartil de topo do total da amostra - e as restantes PME nacionais em 2015 permite concluir que as PME mais inovadoras possuem um resulta líquido 7,8 vezes superior e um volume de negócios 2,9 vezes superior. Com exceção do indicador do volume de negócios por colaborador - que é 5% inferir - todos os outros indicadores considerados (23 ao todo) se destacam positivamente neste grupo de elite, cujas exportações chegam a ser 2,9 vezes superior ou, ainda, uma autonomia financeira 1,3 vezes superior. Já o endividamento é 16% inferior.

Já se considerarmos as PME da amostra (203, e não apenas as primeiras 50, como anteriormente), o estudo constata que «apresentam performances económico-financeiras superiores às das restantes PME [nacionais]», uma vez mais com exceção feita ao indicador do volume de negócios por colaborador, e para todo o período em análise. Desta avaliação resulta um resultado líquido 3,7 vezes superior (menos de metade das top performers) e um volume de negócios 2,2 vezes superior. No total da amostra, o endividamento das PME da amostra é 15 vezes inferior ao das PME nacionais, sendo a autonomia financeira 1,3 vezes superior e as exportações 2,3 vezes superiores. Estes últimos indicadores das PME da amostra estão muito em linha com o desempenho das 50 PME top performers.

E isto é tanto mais expressivo quando o período de análise coincide, em larga medida, com um período de crise económico-financeira e com a intervenção da troika em Portugal, um período de circunstâncias excecionais, que afetaram potencialmente todas as empresas.


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