Prémios de desempenho e promoções: Quais as práticas mais comuns em Portugal?

São os colaboradores com funções de gestão mais ou menos privilegiados que os restantes na empresa nestes aspetos? O INE revela.

16-02-2018
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Em 2016, menos de metade (44,9%) das empresas referiu ter atribuído prémios de desempenho às pessoas ao serviço pelo cumprimento dos objetivos definidos para a empresa. Por outro lado, e no mesmo período, em mais de metade das empresas (51,3%), as pessoas ao serviço com funções de gestão não foram promovidas.

Estes são dados do Inquérito às Práticas de Gestão do INE – Instituto Nacional de Estatístico, um estudo inédito junto de uma amostra de empresas, constituídas sob a forma jurídica de sociedade, com cerca de 4 mil respostas relativas a práticas e características de gestão em 2016. Isto é pertinente porque as “práticas de gestão contam significativamente para o desempenho económico das empresas”.

E o que revelam os dados sobre a realidade nacional? No tocante aos prémios de desempenho anuais atribuídos pelo total das empresas às pessoas ao serviço com funções de gestão, estes basearam-se, em primeira instância, no desempenho da própria empresa (41,1%). Contrariamente, os prémios dos colaboradores sem funções de gestão basearam-se primeiro no desempenho individual de cada trabalhador (42,2%) e só depois no desempenho da empresa (33,1%).

Nas empresas pertencentes a um grupo económico e nas grandes empresas, mais de 60% referiu ter atribuído prémios de desempenho (61,8% e 63,7%, respetivamente), e observou-se, igualmente, que a atribuição de prémios foi crescente com a idade da empresa (33,7% nas jovens face a 49,1% nas seniores).

E que dizer das promoções? Em cerca de 40% das empresas, as promoções dos gestores foram baseadas apenas no desempenho e nas capacidades. Contrariamente, a percentagem de empresas com pessoas ao serviço sem funções de gestão promovidas em 2016 superou os 55%, sendo que em 44,1% o foram com base apenas no desempenho e capacidades.

A pertença a um grupo económico foi um fator decisivo para a probabilidade da empresa efetuar promoções. Em média, em cerca de 67% das empresas integradas num grupo, houve promoções dos colaboradores, face a cerca de 39% nas empresas não pertencentes a um grupo.

A promoção das pessoas foi proporcional à dimensão da empresa: quanto maior a dimensão, maior a proporção de sociedades a referir a promoção de pessoal ao serviço (em média, cerca de 80% das grandes empresas promoveram o seu pessoal, face a cerca de 26% nas micro empresas).

Foi nas empresas não pertencentes a um grupo económico que se observou a maior discrepância entre as pessoas ao serviço que não foram promovidas em 2016, mais 9 p.p. nos gestores face às pessoas sem funções de gestão. Nas pequenas e médias empresas (PME) este diferencial foi igualmente significativo, mais 8,5 p.p. nas pessoas com funções de gestão face às pessoas sem funções de gestão.


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