Quais os motores de desenvolvimento económico do país?

Conheça os setores preferidos da nossa economia para as empresas estabelecidas (ou não) em Portugal, de acordo com o último EY's Attractiveness Survey.

06-07-2017
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Tecnologias de informação e comunicação (TIC) e Turismo estão atualmente ”em alta”, a julgar pelas notícias económicas, mas serão estes setores económicos, com recuperação e crescimento pujantes, os motores do desenvolvimento económico de Portugal?

Muito dependerá de a quem se pergunte, e foi isso que fez a EY, no âmbito do estudo Attractiveness Survey, para o qual inquiriu, em abril de 2017, 203 investidores internacionais, com a preocupação de dividir a amostra entre empresas que já estão presentes em Portugal e outras que ainda não têm operações neste país. Como um todo, 62% das empresas inquiridas estão presentes em Portugal, com um total de 126 entrevistados. E qual a opinião destes?

No relatório divulgado em maio, e no que toca à perceção de quais os setores que serão o motor de desenvolvimento de Portugal, os inquiridos consideraram que o turismo ocupa o segundo lugar de importância, subindo quatro posições no ranking em relação a 2016 (recolhe agora 25% das preferências). Este setor, juntamente com o das TIC, lidera o ranking (o setor das TIC registou 28%).

Contudo, «existe um grande desfasamento em relação às respostas das empresas já estabelecidas em Portugal e as que não se encontram estabelecidas, sendo que as que já se encontram em Portugal assumem uma postura muito mais positiva».

Bens de consumo, imobiliário e construção e indústria de transportes e automóvel são os setores mais sinalizados por investidores não estabelecidos. «Esta perceção não está totalmente desalinhada com as empresas já estabelecidas em Portugal, já que estas também consideram que são setores de futuro para o país», embora destaquem e prefiram o turismo e as TIC, como referido.

Assim, e sobre a crescente importância de setores como I&D, áreas tecnológicas e turismo, para os quais Portugal está a conseguir atrair cada vez mais notoriedade, «torna-se assim crítico perceber que valências a longo prazo conseguirão garantir a sustentabilidade destes investimentos e a preferência por Portugal em detrimento de outras regiões europeias», referem os partners da EY em Portugal.


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