Trabalho tira tempo à casa e à família? Mais de 8 em 10 portugueses dizem que sim

Em toda a Ibero-América, apenas os brasileiros nutrem igual sentimento, e em Espanha essa opinião é partilhada apenas por metade da população, lê-se no First Report Global Home Index.

03-08-2017
Familia427
Entre todos os povos da Ibero-América, os portugueses são os que mais têm a perceção de que os compromissos laborais levam a que negligenciem ou sacrifiquem o tempo que deveria ser dedicado à casa e à vida familiar.

Quase todos nós pensamos desta forma, sem diferença de género: são 84% dos homens e igual percentagem de mulheres. O pódio dos mais desconfortáveis com o equilíbrio entre vida profissional e pessoal fica preenchido com o Brasil - 77% das mulheres vs. 74% dos homens - e pela Colômbia - 64% dos homens vs. 61% das mulheres.

Os números constam do First Report Global Home Index, um estudo da Home Renaissance Foundation, em colaboração com outras entidades, com base em mais de 9 mil inquéritos conduzidos numa centena de países, Portugal incluído, a par entrevistas qualitativas a 50 especialistas de 37 países.

Nos outros países falantes do castelhano na América do Sul, os valores são mais baixos, e espelham uma maior diferença de géneros. Na Argentina (53%), no Chile (61%), no Equador (58%), em Espanha (58%) ou no México (58%), os valores indicados referem que mais de metade dos homens, e em número superior ao delas, acham que o trabalho rouba tempo à casa e à família.

Noutros países é o inverso, são mais as mulheres que pensam dessa forma: São os casos da Bolívia (53%), do Paraguai (62%) e do Peru (51%). No Uruguai homens e mulheres estão ex-áqueo nessa periclitante situação de equilibrar vidas pessoal e profissional e são mais de metade dos inquiridos: 55 por cento.

No nosso país, e segundo um estudo do CESIS - Centro de Estudos para a Intervenção Social, no seu último Inquérito Nacional aos Usos do Tempo de Homens e de Mulheres, mais de um terço dos homens (34,4%) afirmam trabalhar mais de 40 horas por semana, descendo para um quarto (25,6%) o número de mulheres nestas circunstâncias. Isto significa, segundo o estudo, que, em termos médios, os homens afetam, por semana, 42 horas e 55 minutos à sua atividade profissional principal e as mulheres 40 horas e 47 minutos: ou seja uma diferença de 2 horas e 8 minutos a “desfavor” do sexo masculino.


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