Inovação

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Na teoria e na prática, vista aqui por quem a estuda nas universidades e a põe em prática nas empresas.

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Inovação em Portugal: morrer em ecossistemas

Qual a grande diferença entre os Estados Unidos e a Europa na morte de uma start-up? Gonçalo Quadros explica.

A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) e o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) promoveram, em setembro de 2014, o debate a 'Inovação em Portugal' para a apresentação e discussão do livro de Manuel Mira Godinho com o mesmo tema. O debate contou com a presença de António Campinos, Gonçalo Quadros, Jaime Andrez e do autor, com moderação a cargo de Carlos Fiolhais.

Neste excerto do evento, Gonçalo Quadros, CEO da Critical Software, aborda a morte de start-ups e de negócios emergentes num e noutro lado do Atlântico. Refere o responsável que o grande problema de endereçar as necessidades de mercado é o de que estas são subtis e não são óbvias. Podemos acreditar que o mercado precisa de uma determinada solução e, de facto, não precisa dela. Isso é um problema.

Para o responsável, se temos uma empresa, temos que criar riqueza, e vamos comprometer uma parte dessa riqueza em investigação e desenvolvimento (I&D) de produtos que não são comercializáveis no imediato, e, então, se não acertarmos, morremos rapidamente. É isto que acontece a uma enormíssima percentagem das empresas start-up. Morrer é um dado adquirido e, se quisermos, até uma virtude no ecossistema.

Talvez seja esta a grande diferença entre a Europa e os Estados Unidos. A razão porque a Europa consegue, neste domínio, resultados muito piores quando comparado com os Estados Unidos é que neste morre-se muito mais facilmente. É natural e não custa. Na Europa, a morte custa: é prolongada, arrastada e vamos até ao limite para aguentar algo que não consegue atingir os seus resultados.

No problema, questão ou o desafio de atingirmos os resultados há outros dois desafios para sermos capazes de criar no nosso ecossistema interno para produzir bons resultados: o primeiro era o da criatividade e o segundo o do conhecimento.


Gonçalo Quadros

CEO da Critical Software

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Inovação em Portugal: indústrias, propriedade intelectual e emprego

Quanto valem no PIB português e europeu e qual o seu contributo para o emprego e comércio externo do Velho Continente?

A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) e o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) promoveram, em setembro de 2014, o debate a 'Inovação em Portugal' para a apresentação e discussão do livro de Manuel Mira Godinho com o mesmo tema. O debate contou com a presença de António Campinos, Gonçalo Quadros, Jaime Andrez e do autor, com moderação a cargo de Carlos Fiolhais.

Neste excerto do evento, António Campinos, presidente da Organização Europeia das Marcas e Desenhos Comunitários (OHIM / IHMI), referindo-se a um estudo publicado pelo Observatório do Instituto de Harmonização do Mercado Interno (IHMI), na União Europeia (UE), as indústrias consideradas intensivas em utilização de direitos de propriedade intelectual - como sejam os de marcas, patentes, design, direitos de autor ou indicações geográficas - contribuem direta ou indiretamente para 35% do total do emprego gerado na UE, ou seja, para 76 milhões de empregos e constribuem ainda para 39% do Produto Interno Bruto (PIB) da UE. Estas indústrias contribuem ainda para 90% do comércio externo de toda a UE.  

Em Portugal, tanto no que se refere ao emprego, como ao PIB, os valores encontram-se abaixo da UE. Em concreto, as indústrias consideradas intensivas em utilização de direitos de propriedade intelectual geram 34% do PIB, ou seja, cerca de 4% a 5% abaixo da média da UE, e geram 24% do emprego direto, quando comparado com os 26% da UE.

Surpreendente e encorajadores são, contudo, os resultados das empresas que, em Portugal, utilizam o design de maneira intensiva: estas situam-se 2,2% acima da média da UE, tanto em termos de criação de emprego, como em termos de geração de riqueza. Existe, pois, um claro potencial neste setor, que deveria ser incentivado em termos de políticas públicas, segundo o responsável.


António Campinos

Presidente da OHIM / IHMI

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Inovação em Portugal: transformar conhecimento em bens transacionáveis

António Campinos sugere medidas para que isso se torne realidade em Portugal.

A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) e o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) promoveram, em setembro de 2014, o debate a 'Inovação em Portugal' para a apresentação e discussão do livro de Manuel Mira Godinho com o mesmo tema. O debate contou com a presença de António Campinos, Gonçalo Quadros, Jaime Andrez e do autor, com moderação a cargo de Carlos Fiolhais.

Neste excerto do evento, António Campinos, presidente da Organização Europeia das Marcas e Desenhos Comunitários (OHIM / IHMI), constata que, no nosso país, produzimos conhecimento, mas não o transformamos em bens transacionáveis. Para que isso aconteça, o autor sugere:

1. - as políticas públicas devem, firmemente, incentivar o desenvolvimento de setores de maior intensidade tecnológica e cognitiva, através de investimentos em empresas existentes, de investimento estrangeiro e através da criação de novas empresas;

2. - deve ser incentivada uma cultura de excelência e desenvolvido um quadro institucional de competitividade baseado nos 3 T's: Talento, Tecnologia e Tolerância. Nesse âmbito, o empreendedorismo, capacidade de assumir riscos, a colaboração, a criatividade e a tolerância são essenciais.

E, contrariando o tradicional pessimismo português, António Campinos cita o autor do livro com uma nota de esperança: existem casos de excelência em Portugal, tanto a nível de programas públicos - como o Ciência Viva, as feiras e os prémios de inovação -, mas também a nível da iniciativa privada - a Bial, a PT Inovação, a Nokia Siemens, a Critical Software, a Biodevice, a Silampos,... - ou ainda os setores que se converteram: o dos moldes, o têxtil ou o calçado. Estas ilhas de excelência devem ser transformadas em continentes ou, no mínimo, em arquipélagos.

E, citando uma vez mais o autor, António Campinos refere: para os próximos anos, os desafios serão o da sustentabilidade dos avanços registados, a par do posicionamento competitivo da economia portuguesa em beneficio da produção e contra-corrente da focalização na distribuição que ocorreu nas últimas décadas. Terão de se mobilizar as condições criadas, não as deixando esmorecer, para passar do paradigma do adotante tardio ou da imitação, para uma perspetiva mais ambiciosa, ousada e exigente de criar e alargar nichos de liderança inovadora a nível mundial.




António Campinos

Presidente da OHIM / IHMI

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Inovação em Portugal: universidades e comunidade

A geração e difusão de conhecimento implica trazer as universidades para dentro da nossa comunidade e este é um processo de uma dificuldade absolutamente gigantesca.

A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) e o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) promoveram, em setembro de 2014, o debate a "Inovação em Portugal" para a apresentação e discussão do livro de Manuel Mira Godinho com o mesmo tema. O debate contou com a presença de António Campinos, Gonçalo Quadros, Jaime Andrez e do autor, com moderação a cargo de Carlos Fiolhais.

Neste excerto do evento, Gonçalo Quadros, CEO da Critical Software, aborda a necessidade de aproximar as instituições do Ensino Superior em Portugal com as empresas a operarem no mercado. Refere aquele gestor que esta questão da geração de conhecimento tem que ser 'contaminada' pela ligação às fontes do Saber onde o conhecimento existe. A comunidade tem, não só, de ter a capacidade de disseminar conhecimento internamente, como expor-se ao melhor conhecimento que existe à sua volta. E isso só se consegue fazer juntando-nos às pessoas que sabem, que conhecem, que estão na vanguarda de um qualquer domínio técnico, científico ou qualquer que ele seja. E por isso se requer a ligação às universidades. Temos de trazer as universidades para dentro da nossa comunidade para estimular essa difusão de conhecimento. Este é um processo de uma dificuldade absolutamente gigantesca, refere.

Mas, dentro da empresa, há também que fazer circular o conhecimento para dele tirar partido e vantagens. No processo de inovação, temos de ser disruptivos, temos de ter uma ideia e deter o conhecimento suficiente para acrescentar valor a essa ideia e construir uma solução correta. Mas, perdemos uma parte do esforço da nossa empresa a desenvolver algo que já foi desenvolvido noutro canto da empresa por alguém e, dessa forma, perdemos a oportunidade de acrescentar valor a um conhecimento que já existe. Então, e obviamente, não conseguimos ser eficazes, eficientes e vamos demorar mais tempo a obter um resultado que seja satisfatório, correndo maiores riscos na nossa capacidade de gerar riqueza, ou seja, de chegar a tempo ao mercado com a solução certa, e, assim, tudo o resto se desmorona.


Gonçalo Quadros

CEO da Critical Software

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Financiamento à Inovação em Portugal

Principais conclusões do 9º Barómetro Internacional do Financiamento da Inovação da ALMA CG.

O 9.º Barómetro Internacional do Financiamento da Inovação, promovido pela Alma CG, contou, em Portugal, e em 2014, com a participação de 172 gestores, mas este é um estudo internacional, abarcando outros países como França, Reino Unido, Bélgica, Canadá, Alemanha, Hungria, Espanha, Polónia e Republica Checa.

Neste vídeo são revelados os principais indicadores e conclusões desta edição de 2014 relativos ao nosso país. E a que conclusões mais importantes se pode, precisamente, chegar quanto à Inovação e ao seu financiamento em Portugal na perspetiva dos gestores inquiridos?


  • Inovação é importante sim, mas há outras prioridades nas empresas lusas: as empresas inovadoras reconhecem a importância de investir os seus recursos financeiros em iniciativas de carácter inovador. E mesmo quando os recursos escasseiam, como acontece atualmente em Portugal, muitas empresas não abandonam a sua aposta na Inovação. Pelo menos 37% das empresas inovadoras dão prioridade a esta vertente do negócio. Em Portugal, a maioria das empresas inquiridas (54%) reconhecem que a Inovação é, efetivamente, um passo importante para o seu negócio, mas há outras prioridades.


  • 92% das empresas portuguesas consideram-se competitivas: o estudo da Alma CG confirma ainda que dois terços dos gestores destas acreditam que a sua empresa também é inovadora. A convicção de que a sua empresa é inovadora foi defendida por 77% dos gestores portugueses. 

  • 55% das empresas lusófonas recorre à Banca para financiar Inovação: mais de metade das empresas portuguesas (55%) recorre ao crédito bancário para financiar as suas atividades de I&D, tendo em vista a implementação de processos de Inovação. É, no entanto, nos capitais próprios que a generalidades das empresas portuguesas (86%) prefere suportar-se para financiar investimentos em I&D.


9º Barómetro Internacional do Financiamento da Inovação

ALMA CG

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7 dicas para ter boas ideias

Extraídas do livro Where Good Ideas Come From de Steven Johnson.

Um livro que fez (e ainda faz) furor aquando do seu lançamento, em 2011, porque o seu autor, Steven Johnson, identifica claramente em Where Good Ideas Come From - The Natural History of Innovation sete padrões por detrás da Inovação genuína, aqui resumidos, em português, nesta animação vídeo da revista brasileira Época. E que padrões são esses?

Tempo para pensar, na base do slow hunt ou palpite demorado, é a primeira dica. Não existe eureka! é a segunda dica do autor para quem o nascimento de uma nova ideia não é repentino, mas antes um processo penoso. A vida é melhor em grupo porque quando uma ideia circula criamos uma rede fluida, inteligente e recetiva a novidades e esta é a terceira dica.

A quarta dica é a de que perder o foco é importante. Isso mesmo, não é engano: é que nem sempre ficar obcecado por um problema é a melhor forma de resolvê-lo. Adapte as ideias, porque as boas ideias são flexíveis e se adaptam a novos desafios. Esta é a quinta dica.

Não rejeite o erro é a penúltima ou sexta dica: ideias que parecem boas podem falhar no mundo real. O erro serve para adubar o terreno onde vão nascer outras ideias. A última e sétima dica é a da confusão organizada. É importante anotar tudo sem catalogar - ideias, sonhos e citações,… - pois só assim será possível combinar pensamentos e imaginá-los de outra forma.

Veja este vídeo curtinho onde se desenvolve um pouco mais cada uma destas dicas ou padrões.


Where Good Ideas Come From

Steven Johnson

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Tradição e Inovação no Vale do Ave

Reportagem sobre a indústria têxtil de Forjães e o artesanato tradicional de Vila do Conde.

Esta é uma reportagem francesa, no âmbito de um trabalho global sobre a crise económica nos países do Sul da Europa, e que no nosso país procurou retratar dois exemplos de como indústrias tradicionais, como sejam a do têxtil, ou a do artesanato, podem inovar, trazendo valor acrescentado e sustentabilidade.

A equipa de reportagem deslocou-se ao norte do país e ao Grande Porto, descobrindo a indústria têxtil de Forjães e o artesanato tradicional de Vila do Conde.

A Etfor, no coração do cluster têxtil do Vale do Ave, recebeu a visita da equipa de reportagem internacional que procurou conhecer, com maior profundidade, como a especialização em vestuário orgânico tem contribuído para a sustentabilidade da empresa num período de grave crise económica, graças à certificação internacional GOTS - Global Organic Textile Standard. Marlene Pereira, marketing manager e responsável pelas certificações, é a cicerone, quem faz a visita guiada e demonstra como a nova certificação teve impacto nas operações e modus operandi do dia-a-dia da empresa.

Já em Vila do Conde, o mote da visita foi a 37ª edição da Feira Nacional de Artesanato, que decorreu nos jardins da Avenida Júlio Graça, de 26 de Julho a 10 de Agosto de 2014. Marcaram presença neste certame cerca de 200 artesãos, de todos os azimutes do país e regiões autónomas, tendo como convidado de honra a cidade de Ferrol, geminada com Vila do Conde, e a Xunta da Galícia. É de referir, igualmente, que no decorrer do certame tiveram lugar as jornadas gastronómicas e o concurso fotográfico sobre artesanato, para além da animação diária e vários workshops. Carlos Laranja, o organizador, falou à equipa de reportagem sobre o evento.

*Está disponível uma versão com legendas em português de Portugal em http://youtu.be/PQSWIFCmc14


Marlene Pereira

Marketing manager e responsável pelas certificações na Etfor