Digital, Big Data e Inovação

Constituem os big 3 que o CEO e a sua gestão de topo têm de adotar forçosamente, aqui explicados por Carla Hendra, CEO da Ogilvy RED.

Atualmente, cerca de 70% do 'buzz' gerado em torno de uma marca tem origem em clientes e consumidores e, portanto, fora do controlo do marketing e da gestão da marca ou mesmo do CEO (Chief Executive Officer). Agora é o consumidor quem controla e faz a marca. Face a esta realidade, e de forma a corresponder à mesma, o CEO e os seus executivos de topo têm de compreender melhor o consumidor individual e, também, de serem autênticos e transparentes e cientes da sua reputação.

Um maior foco na compreensão do consumidor individual conduziu ao fenómeno que designamos como 'big data'. Antes do 'big data' já havia o 'data', isto é muitos e variados dados e informações que não eram convenientemente usados, organizados, estruturados e, sobretudo, interpretados, até porque não havia a pressão e a necessidade de perceber o consumidor enquanto indivíduo. Agora, com fluxos de informação constantes e proveniente de múltiplas fontes, e muitas das vezes não estruturados, como as redes sociais, e-commerce, e-mail, os vídeos e outro user generated content no YouTube, todos estes dados e informações têm de ser transformados em informação sobre o consumidor individual. Só desta forma a gestão de topo pode servir e fornecer melhor o seu consumidor, proporcionando-lhe uma melhor experiência.

O 'digital' é uma parte importante desta equação, uma vez que grande parte desses dados provêm de canais digitais: redes sociais, mobile e e-commerce. Isto provoca uma mudança no focus, que deve ser agora na inovação disruptiva. A razão para isso é a de que, agora, quase todos os dias, surge uma nova empresa capaz de fazer ou de oferecer o mesmo que uma empresa estabelecida, só que, por vezes, mais rápido, ou melhor ou com menos custos. Mas, e o mais importante, é que, regra geral, as novas empresas conseguem proporcionar uma melhor experiência ao cliente. E quando isso acontece, as empresas estabelecidas ou incumbentes ficam em desvantagem porque têm sistemas proprietários ou de produção e distribuição 'pesados' que tornam desafiador fazer a inovação acontecer e responder a alguém ou algo disruptivo no seu segmento. Há a necessidade do CEO e dos gestores de topo olharem para 'fora' e estabelecerem parcerias para a inovação com recursos externos e, dessa forma, conseguirem acompanhar e responder à mudança.  

O que de mais significativo o digital introduz nesta equação é a mudança do controlo do marketer para o consumidor ou cliente empresarial. Compreender isso, e ter uma equipa que o percebe, é muito importante. A mudança é permanente e isso não vai mudar ou acabar e, por isso, essas equipas precisam, constantemente, de abraçar novas tecnologias, de pensar como usar os dados, de como usar o social media e o mobile para melhorar a experiência do seu cliente.

O mais importante para o CEO é rodear-se de uma equipa que é complementar e que colabora bem entre si, e também que é capaz de pensar em formas de ir ao mercado, hoje em dia, nos diferentes canais, digitais e não-digitais, com níveis crescentes de complexidade. Ter uma equipa de topo - do CIO (Chief Information Officer) ao CMO (Chief  Marketing Officer), sem esquecer o CFO (Chief Financial Officer) e todos os outros -, que trabalha em conjunto já deu provas de que traz melhores resultados para o negócio. E isto é o que qualquer CEO quer.







Carla Hendra
CEO da Ogilvy RED

Já recebe a e-newsletter Santander Advance Empresas?
Para receber gratuitamente
as notícias que interessam
a quem tem negócios,
introduza um endereço de e-mail:

CONTEÚDO RELACIONADO

Curso Online

3D Printing

Atualidade

Leiria: Empreendedorismo, reabilitação urbana e digital no segundo dia da Box

Atualidade

Braga: Primeiro dia da Box é esta quarta, 14 de novembro

Empresas TV

Impressão 3D: o que é e como se faz?