Inovação em Portugal: universidades e comunidade

A geração e difusão de conhecimento implica trazer as universidades para dentro da nossa comunidade e este é um processo de uma dificuldade absolutamente gigantesca.

A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) e o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) promoveram, em setembro de 2014, o debate a "Inovação em Portugal" para a apresentação e discussão do livro de Manuel Mira Godinho com o mesmo tema. O debate contou com a presença de António Campinos, Gonçalo Quadros, Jaime Andrez e do autor, com moderação a cargo de Carlos Fiolhais.

Neste excerto do evento, Gonçalo Quadros, CEO da Critical Software, aborda a necessidade de aproximar as instituições do Ensino Superior em Portugal com as empresas a operarem no mercado. Refere aquele gestor que esta questão da geração de conhecimento tem que ser 'contaminada' pela ligação às fontes do Saber onde o conhecimento existe. A comunidade tem, não só, de ter a capacidade de disseminar conhecimento internamente, como expor-se ao melhor conhecimento que existe à sua volta. E isso só se consegue fazer juntando-nos às pessoas que sabem, que conhecem, que estão na vanguarda de um qualquer domínio técnico, científico ou qualquer que ele seja. E por isso se requer a ligação às universidades. Temos de trazer as universidades para dentro da nossa comunidade para estimular essa difusão de conhecimento. Este é um processo de uma dificuldade absolutamente gigantesca, refere.

Mas, dentro da empresa, há também que fazer circular o conhecimento para dele tirar partido e vantagens. No processo de inovação, temos de ser disruptivos, temos de ter uma ideia e deter o conhecimento suficiente para acrescentar valor a essa ideia e construir uma solução correta. Mas, perdemos uma parte do esforço da nossa empresa a desenvolver algo que já foi desenvolvido noutro canto da empresa por alguém e, dessa forma, perdemos a oportunidade de acrescentar valor a um conhecimento que já existe. Então, e obviamente, não conseguimos ser eficazes, eficientes e vamos demorar mais tempo a obter um resultado que seja satisfatório, correndo maiores riscos na nossa capacidade de gerar riqueza, ou seja, de chegar a tempo ao mercado com a solução certa, e, assim, tudo o resto se desmorona.







Gonçalo Quadros
CEO da Critical Software

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