Gestão empresarial em Portugal em 2014

Principais conclusões do estudo Gestão Empresarial 2014 da Accenture e AESE.

Há uma correlação muito próxima entre o estado económico do país e o estado de espírito que os empresários desse mesmo país revelam, e isso fica demonstrado neste estudo Gestão Empresarial 2014, realizado pela Accenture e AESE - Escola de Direção e Negócios, e que tem por base entrevistas realizadas a cerca de 180 executivos. Em pouco mais de 5 minutos vai poder ficar a par neste vídeo das principais conclusões do estudo, que analisa a presente situação das empresas portuguesas relativamente à sua competitividade nacional e internacional e face ao contexto económico de 2014.

Emanuel Agostinho, senior manager da Accenture Strategy, destaca, face às duas edições anteriores do estudo, que 'regista-se um maior otimismo, seja a nível do crescimento, seja a nível da internacionalização'. Verifica-se também uma 'grande maturidade no processo de crescimento internacional das empresas, com maior apetência para risco e geografias diferentes e formas de trabalhar diferentes, com muito mais parcerias locais', sobretudo nas multinacionais. A tecnologia continua a ser importante, 'seja em intensidade, seja na disrupção', salienta o responsável.

Este é um estudo que tem procurado captar, ao longo dos anos, a forma como PME e grandes empresas de todos os setores se adaptam e reagem aos climas económicos globais, permitindo aos decisores políticos perceberem o efeito das políticas macroeconómicas globais na economia portuguesa e aos gestores perceberem, por sua vez, se o seu estado de espírito e visão da economia é ou não igual aos dos seus pares. E a que conclusões chegamos a este nível?

João Araújo, senior manager da Accenture Strategy, refere, a propósito das principais reflexões que saem para empresas e decisores políticos, que 'a conotação com a ‘marca Portugal’ parece não ser algo significativo para os empresários portugueses' e que 'no processo de internacionalização ainda não se consideram o sudeste asiático ou a Oceânia, geografias para as quais se prevê que até 2050 ocorra 40% do crescimento mundial'. Salienta o responsável que 'isto é algo que deve ser de alguma forma desenvolvido porque tem que ver com o alinhamento [de Portugal] com os motores do crescimento mundial'.

Isto percebe-se se olharmos para as áreas geográficas totalmente prioritárias nas quais pensam vir a entrar ou a aumentar as operações as empresas portuguesas, e cujos dados são revelados no estudo e neste vídeo. Para 65% dos executivos e gestores inquiridos, o bloco da África Subsariana é a prioridade, excluindo aqui Angola que, com 70% das menções, aparece em primeiro lugar nesta lista, e, também, Moçambique (46%).

Segue-se com maior potencial a América do Sul e Central (54%), no top 3 das preferências, sem contar aqui com o Brasil, referido especificamente por 53% dos inquiridos. A Europa Central e do Norte recolhe 50% das intenções, ao passo que a Europa do Sul iguala em preferências com a região da Europa de Leste (ambas com 38%). Mais de metade (51%) dos gestores portugueses apontam especificamente para Espanha como mercado estratégico, e ao ocupar a quinta posição, isso 'mostra que a proximidade geográfica não é hoje tão relevante como seria há uns anos atrás', refere João Araújo. Ligeiramente acima das localizações europeias aparece o Norte de África e Médio Oriente (41%) como área geográfica totalmente prioritária nas quais pensam vir a entrar ou a aumentar as operações.

Na entrada nestes mercados, mais de 48% dos inquiridos seguem uma estratégia assente nalgum tipo de parceria, aliança ou joint-venture com parceiros ou sócios locais, e isso é também uma evolução estratégica para muitas das empresas portuguesas em cujos gestores foram inquiridos para este estudo.

Ainda neste mesmo vídeo, João Araújo explica as prioridades estratégicas apontadas pelas empresas portuguesas, e estas estão claramente relacionadas com a 'defesa do bottom line', ou seja, em tudo o que tenha a ver com rentabilidade, produtividade e eficiência operacional. E isto para 60% dos inquiridos neste estudo. Exceção feita à Inovação, que surge nesta edição do estudo (e é uma evolução face às anteriores) no top 3 de prioridades estratégicas: 55% dos inquiridos afirmam que é 'bastante prioritário' e 30% dizem ser 'totalmente prioritário'. 'A Inovação continua a ser tida como algo muito associado a adições incrementais a produtos e a serviços existentes, mas é uma recuperação deste tópico', explica João Araújo.



Emanuel Agostinho - João Araújo
Senior managers - Accenture Strategy

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