Trabalho: Segmentação de Emprego em Portugal

Efetividade e contratos a prazo analisados no debate e ensaio Trabalho, Uma Visão de Mercado, de Mário Centeno.

Em parceria com o El Corte Inglés (ECI), a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) promoveu, em fevereiro de 2013, um debate Pensar Portugal a propósito do lançamento do ensaio Trabalho, Uma Visão de Mercado, de Mário Centeno.

Neste curto excerto desse debate, entre o autor e David Justino, com moderação de António Araújo, refere-se que 'a segmentação de emprego limita as oportunidades de emprego disponíveis no mercado', provocando constrangimentos na afetação de recursos.

Esta segmentação concretiza-se, por exemplo, pela existência dos chamados 'empregos permanente' versus os outros não perenes, e que servem de 'mola de ajustamento' à Economia. 'A emergência dos contratos a prazo, como forma quase exclusiva de entrada no mercado, e a baixa taxa de conversão desses contratos em relações laborais duradouras, promove o desinvestimento em formação e educação. Esta é uma das principais fontes de desigualdade em Portugal e a principal razão para o sentimento de falta de proteção dos trabalhadores portugueses', pode ler-se nesta publicação, como uma das suas principais conclusões.

O livro O Trabalho, Uma Visão de Mercado, que faz uma abordagem alargada da organização das relações laborais em Portugal, conclui ainda que 'a reduzida oferta de qualificações no mercado de trabalho é responsável por parte das dificuldades estruturais da economia portuguesa, que se traduzem em baixa produtividade e fraco crescimento potencial. As baixas qualificações limitam, também, as oportunidades dos trabalhadores no mercado de trabalho e estão na génese de uma das maiores desigualdades salariais na Europa'.

Também no nosso país 'leva-se demasiado tempo a voltar ao emprego'. As características estruturais do desemprego são, para o autor, 'muito preocupantes' e concretiza: 'o desemprego é um período de investimento, mas pode tornar-se um pesadelo se o desemprego for de longa duração. A duração do desemprego cria estigmas associados ao afastamento do mercado de trabalho, que levam a períodos de desemprego cada vez mais longos'.


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