Inovação em Portugal: transformar conhecimento em bens transacionáveis

António Campinos sugere medidas para que isso se torne realidade em Portugal.

A Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) e o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) promoveram, em setembro de 2014, o debate a 'Inovação em Portugal' para a apresentação e discussão do livro de Manuel Mira Godinho com o mesmo tema. O debate contou com a presença de António Campinos, Gonçalo Quadros, Jaime Andrez e do autor, com moderação a cargo de Carlos Fiolhais.

Neste excerto do evento, António Campinos, presidente da Organização Europeia das Marcas e Desenhos Comunitários (OHIM / IHMI), constata que, no nosso país, produzimos conhecimento, mas não o transformamos em bens transacionáveis. Para que isso aconteça, o autor sugere:

1. - as políticas públicas devem, firmemente, incentivar o desenvolvimento de setores de maior intensidade tecnológica e cognitiva, através de investimentos em empresas existentes, de investimento estrangeiro e através da criação de novas empresas;

2. - deve ser incentivada uma cultura de excelência e desenvolvido um quadro institucional de competitividade baseado nos 3 T's: Talento, Tecnologia e Tolerância. Nesse âmbito, o empreendedorismo, capacidade de assumir riscos, a colaboração, a criatividade e a tolerância são essenciais.

E, contrariando o tradicional pessimismo português, António Campinos cita o autor do livro com uma nota de esperança: existem casos de excelência em Portugal, tanto a nível de programas públicos - como o Ciência Viva, as feiras e os prémios de inovação -, mas também a nível da iniciativa privada - a Bial, a PT Inovação, a Nokia Siemens, a Critical Software, a Biodevice, a Silampos,... - ou ainda os setores que se converteram: o dos moldes, o têxtil ou o calçado. Estas ilhas de excelência devem ser transformadas em continentes ou, no mínimo, em arquipélagos.

E, citando uma vez mais o autor, António Campinos refere: para os próximos anos, os desafios serão o da sustentabilidade dos avanços registados, a par do posicionamento competitivo da economia portuguesa em beneficio da produção e contra-corrente da focalização na distribuição que ocorreu nas últimas décadas. Terão de se mobilizar as condições criadas, não as deixando esmorecer, para passar do paradigma do adotante tardio ou da imitação, para uma perspetiva mais ambiciosa, ousada e exigente de criar e alargar nichos de liderança inovadora a nível mundial.









António Campinos
Presidente da OHIM / IHMI

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