Chile recetivo a Investimento Direto Estrangeiro de empresas portuguesas

Um ambiente de negócios maduro e uma nova política de atração de IDE em trajetória sólida foi o que revelou a missão virtual ao Chile promovida no Porto e em Santiago pelo Banco Santander.

ChileFlag
Um país de oportunidades, recetivo e amigo de Investimento Direto Estrangeiro (IDE), que dinamize mercados altamente concentrados, em diversas regiões e setores económicos chave: foi assim que se apresentou o Chile, a 33ª economia mundial e líder na América Latina no Índice de Competitividade Global 2014-2015 do World Economic Forum, na missão virtual promovida a 10 de março pelo Banco Santander nos dois países. Mais de uma dezena de empresas portuguesas, já presentes ou interessadas neste mercado, aceitaram o convite e marcaram presença nesta sessão de videoconferência que ligou em direto o Porto a Santiago do Chile.

A funcionar nos mercados geográficos em que o grupo Santander está presente, o organizador deste evento foi o International Desk, a área especializada do Banco Santander que tem como objetivo apoiar a internacionalização das empresas, tanto estrangeiras com interesse em investir em Portugal, como empresas portuguesas que procuram instalar-se no estrangeiro, neste caso concreto no Chile.

Isso é feito através de uma estrutura de apoio coordenada entre as distintas unidades que integram o Banco Santander nestes dois mercados, graças à orientação de profissionais que lhe prestam toda a ajuda necessária no seu processo de crescimento.

MisVirtChileBEste evento contou, por isso, com a intervenção de Andre Bergoeing, jefe de Planificación Estratégica, e de Monica Olivares, responsável do International Desk no Santander Chile, e do seu homólogo para o mercado português, Luís Santos, Head of International Desk Portugal, que apresentaram as soluções financeiras e produtos bancários específicos dos respetivos mercados aos clientes e não-clientes do Banco presentes neste evento destinado a abrir portas à internacionalização e às exportações de mais empresas portuguesas.

Coube à CIE Chile - Comité de Inversiones Extranjeros, agência que presta serviços de informação para a captação e facilitação de investimentos, pela voz de Salvatore Di Giovanni, apresentar o posicionamento, as oportunidades e a estratégia daquele território, que assumiu como política de Estado a passagem de uma postura passiva de receção a uma política ativa de atração de IDE, que agregue valor à sua política exportadora, crie empregos, envolva produtores locais, faça uso e aplique tecnologia e inovação, visando o crescimento sustentável com elevados padrões e boas práticas.

Com um Índice de Desenvolvimento Humano idêntico ao de Portugal (41 das 187 economias consideradas no ranking de 2014 da UNDP) e uma honrosa 13ª posição entre 82 economias no Ranking Global de Ambiente de Negócios 2014-2018 da Economist Intelligence Unit (EIU), o Chile oferece acordos e cláusulas de proteção de investimentos com 76,4% do PIB mundial e acordos para evitar a dupla tributação com 25 países, entre os quais Portugal. Além do mais foi, em 2013, a 17ª economia mundial a captar IDE, num total de 20 mil milhões de dólares, de acordo com o World Investment Report da UNCTAD.

Desafios e oportunidades: onde?

ChileValparaiso
Na indústria mineira, por exemplo, que captou 45% dos fluxos de IDE entre 2009 e 2013: é este setor, no seu conjunto, que o Chile quer promover e não apenas a exportação dos recursos minerais. Com um plano de investimentos de 104 mil milhões de dólares até 2023, as cerca de 4.600 empresas do setor adquirem anualmente 15 mil milhões de dólares a fornecedores de serviços auxiliares ao seu core business, havendo lugar para fornecedores de engenharia e consultoria, construção, serviços de apoio à produção e recursos humanos, entre outros.

Na energia, o Chile necessita de diversificar a sua matriz, incorporar novos atores no mercado e consolidar a sua independência, eficiência e sustentabilidade energética. As oportunidades de investimento estão disponíveis em novos projetos de geração para clientes dos mercados regulado e livre, sobretudo a nível das energias renováveis não-convencionais, donde provirá 45% da nova capacidade de geração de energia elétrica. O setor das utilities (eletricidade, gás e água) recebeu 10% dos fluxos de IDE captados pelo Chile entre 2009 e 2013.

Nas infraestruturas, o Chile pretende melhorar a sua interligação aos mercados vizinhos e, para tal, anunciou para o período 2014-2020 uma carteira de concessões com um valor potencial de 9,9 mil milhões de dólares, onde se incluem aeroportos, autoestradas e barragens, entre outros. Para o mesmo período, está ainda previsto um forte investimento em projetos infraestruturais regionais que totalizam 18 mil milhões de dólares.

Mais de 3,5 milhões de turistas internacionais chegam ao Chile a cada ano, a que se somam mais de 41 milhões de viagens e deslocações internas, o que faz do turismo uma atividade com peso crescente na economia chilena. O país procura assim quem esteja disposto a abrir hotéis urbanos e de nicho, resorts, centros de eventos e outras infraestruturas turísticas, incluindo de transporte.


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